quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Cifra - Poxa - Zeca Pagodinho






3 comentários :

  1. Sou um soldado. Ferido e caído de bruços na sarjeta. Perdi minha AK, minha família e minha bondade. Agora não me resta mais nada. Onde está a esperança? Nessas horas deve estar mutilada no campo de concentração. Resta pó da minha paisana. Queria, neste momento, ter uma granada israelense para me explodir. Meu sangue escarlate, escorre, sob a farda de tom cheiro-verde.
    Silêncio!!!
    Escuto passos de coturnos pesados, pesados por causa da lama que mais parece argila do inferno. Mesmo com a visão embaçada, consigo ver uma silhueta. Tranquilizo-me. Pois é uma amigo, com certeza um sobrevivente do conflito. A paz enche o ar de amena serenidade. (Mas de repente, o meu confiável amigo saca a bereta, e estraçalha os meus miolos).

    (Mael)

    Rogério, encontreis esses versos, e achei interessante pois cabe direitinho em nossa situação. Sou o soldado ferido que clama por misericórdia e tu és o confiável amigo. Agora eu percebia uma coisa, não vou mais choramingar, de joelhos no milho, para que tu voltes com o mural. Isso vai depender de você OK.
    Mas te peço pela ultima vez, volte com o mural.
    (caso contrario retornarei com uma ultima poesia).

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  2. muito interessante esse pedido, gostei

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